18. 01.
Estou lendo um livro de filosofia entitulado “Matrix, Bem-vindo ao Deserto Real” e a cada dia que passo eu entendo mais algumas questões dessas relativas à existência e todos esses blablablas que poucas pessoas gostam de conversar sobre, creio que têm medo de parecer quadradas ou coisa assim. Enfim, li algumas coisas sobre questões que realmente me deixaram intrigado. Intrigado a ponto de ter insônias pensando nessas questões, principalmente as questões religiosas.
Sempre se pergunta de onde tudo surgiu e tudo mais (pelo menos eu vivo me fazendo essa pergunta). No meu caso eu acredito em uma força superior, um Deus todo poderoso, o Manda-Chuva de todas as dimensões. Olhando tudo o que temos de mundo (e fora dele), a complexidade de nossos cérebros, a idéia de que cada um sigular em seu “eu”, o ministério por trás do bocejar,é muito remoto que tudo isso teria surgido do nada em uma explosão no meio de um grande vazio.
Tradicionalmente a maioria dos brasileiros se consideram cristãos católicos, eu mesmo fui criado um certo tempo assim, frequentei durante muito tempo uma escola ligada a uma igreja. Não posso negar que não questionava muito a idéia de um Deus onipotente, onisciente e onipresente. Aliás, rezo todos os dias crendo que “O Cara” ouça meus pensamentos. Creio que grande parte das pessoas também faz o mesmo.
Mas como havia dito, o livro me fez fazer algumas perguntas sobre isso. Na verdade o livro expõe, você tem o trabalho de acreditar ou não, eu optei por questionar. Irônicamente, nunca acreditei nesse negócio de destino. “Não gosto da idéia de não poder controlar minha vida“. É fato também que acreditei por grande tempo que Deus sabe tudo. Mas, sendo assim Deus teria uma sabedoria atemporal, isso quer dizer que ele sabe o futuro também, que por sua vez seria impossível de mudar. Isso tudo vai de encontro com a idéia de Onipotência, que diz que ele pode tudo, e é aqui que vem a fonte da insônia. Se ele pode tudo, quer dizer que ele pode mudar o futuro. Mas se ele sabe tudo, então ele também saberia que no momento “X” ele mudaria o futuro da forma “Y” com seu poder, inevitavelmente ele não teria o VERDADEIRO poder de mudar o futuro, uma vez que ele já soubesse de tudo. Você está me acompanhando? Um outro problema conceitual surgiu uns 2 parágrafos depois, quando dizia algo parecido com: “Se o tempo fosse como um vídeo cassete que vc pudesse voltar a fita, quando a gente voltasse, será que tudo seria igual?”, levando em consideração que eu acredito que nossas ações e reações são baseadas em nossas experiências, e que todas as ações são reações de outras ações,sou obrigado a crer que essa “fita” ao dar play seria exatamente da mesma forma… Me perguntei imediatamente sobre a questão de “posso mesmo fazer meu futuro?“… Resolvi continuar a leitura e no final do capítulo veio uma coisa que me confortou muito. O potencial enérgico de um átomo é aleatório. Em outras palavras, é impossível saber quando um átomo vai pifar. Um átomo pode durar zilhões de anos, ou milisegundos. Isso torna o mundo novamente aleatório. As possibilidades são remotas, mas existem: toda a carga atômica de um conjunto de átomos pode simplesmente pifar. E cá entre nós, pra alguém com a idade propícia para uma crise existencial, isso é um grande alívio. Se um átomo é aleatório, eu sou feito de átomos isso diz que eu o resto do mundo é aleatório, e o meu futuro continua nas minhas mãos (ou na dos átomos).
Quanto a Deus, ainda tenho três grandes motivos que me fazem acreditar Nele invés de puro materialismo:
- Tudo não pode simplesmente surgir do nada;
- Existem muita gente que não comete MAIS atrocidades por medo Dele;
- Não existe uma explicação física plausível pro ato de bocejar.
Seu nome: Danilo